Viagem do Amigo Tostes a América do Sul (Brasil, Uruguay, Argentina e Chile) no verão de 2011.

Noticias viageiras – 1   Uruguai “Termas de Arapey”  7/02/2011

 

             Depois dos percalços do inicio da viagem tudo correu normalmente, embora tenha atrasado muito nossa programação.  Em Pirassununga ficamos uma semana e resolvemos todos os problemas do motorhome.

             Saimos dia 31 e fomos dormir no Paraná. O segundo dia foi muito cansativo, pois além do calor – tem feito uns 35 gr. – havia um longo trecho da estrada em condições precárias. Mas tudo tem suas compensações.  No fim do dia ao entrarmos em uma curva da serra próxima a Marcelino Ramos SC, surge o Café Colonial da Tia Lili.

              Resolvemos parar e a Tia Lili nos deu um ponto de água e lá ficamos por uma noite.  Tomamos um belo café colonial.  Nada daquilo que é servido em Gramado – um exagero de doces e salgados feitos em massa – mas pães deliciosos, doces e salgados caseiros, uma perdição.  E Tia Lili um figuraço.

              Nós a levamos para conhecer o motorhome junto com o marido e ficaram deslumbrados.

              Foi uma noite tranqüila e gostosa. No outro dia ainda um belo café matinal.

              De lá fomos rever São Miguel das Missões, que em matéria de atendimento turístico não mudou nada de nossa última visita há uns 8 anos.  Mas o espetáculo de som e luz é sempre muito interessante e bem feito.

              Ficamos estacionados dentro da Pousada das Missões, ao lado do sitio histórico.

              O episódio das missões jesuíticas infelizmente é muito pouco conhecido e divulgado nas lições de história.  Uma pena... É um dos momentos mais ricos da história do Brasil.

              De lá fomos direto a Uruguaiana.  O calor por aqui está infernal, mesmo à noite.  A seca é muito forte, os campos estão amarelos.

              Os campos da pradaria são de perder de vista com muito poucas árvores mesmo para o abrigo do gado.  Passamos por rios que nada mais eram do que fios d’água.

              Em Uruguaiana dormimos no posto onde param os caminhoneiros que vão para a Argentina e Chile.  Conversando, me alertaram que o meu pára-choque traseiro estava mais alto do que o permitido – 45 cm – e também o engate não pode ser aparente.  Resultado, fui a uma oficina, inverti a posição do pára-choque e retirei o engate.

              Mas, mesmo assim, já sei que teremos problema com a Polícia Rodoviária na Argentina que, por onde vamos passar, são mestres em “dar mordidas”.  Sempre inventam algo para “multar” – eufemismo para “mordida”.  Todos os motoristas contam os mesmos problemas na Argentina.

              A fronteira do Uruguai é em Barra do Quaraí RS.  A estrada é deserta plana e quase reta.  Também no Uruguai.

              Em Barra do Quarai nos indicaram uma “churrascaria”.  Na verdade um restaurante muito simples, mas com uma comidinha honesta.  Mas a carne, MARAVILHOSA!!!  Comemos um assado de costela espetacular.  Diz o velho ditado: “as aparências enganam”.

Ao passar a fronteira esqueci que também não se pode entrar com frutas, lácteos e carnes.  Lá deixamos uma sacola com alguns produtos.  Obviamente, ao contrário do Chile, não incineram nada.  Basta ver o perfil “contundentemente robusto” da turma da aduana, todos muito educados e simpáticos.

               De lá viemos para as Termas de Arapey (Uruguai), muito badalada pelos gaúchos meus amigos, mas que ainda não conhecia.  Pertence à Prefeitura de Salto.  O espaço é imenso, as vias todas asfaltadas, com dois hotéis, 3 ou 4 pousadas com bangalows e o camping, 5 piscinas de água quente.  Piscinas muito boas, mas não há alternativa de água fria apesar do calor.  Mesmo nas torneiras a água é bem “caliente”.

                A área de camping muito boa, todos os módulos com churrasqueiras e bem arborizada.

             O ponto crítico são os banheiros que, segundo um campista tem 30 anos sem alteração.  Os boxes tem vaso sanitário¸ bidê e um cano como chuveiro.  Lava-pratos e tanques também precários.
 

             Mas é o único “senão” do camping.  Para os que têm motorhomes não é problema.

                Amanhã sairemos para Salto UR e de lá para Santa Fe AR em direção a Cordoba nosso próximo destino.  Lá há muito que ver.

 

Hasta la vista.

 

Luiz Tostes e Luiza


Noticias viageiras 2  -  Cordoba   AR  15/02/2011

 

                 Passamos por Santa Fe onde chegamos em um dia e saímos no outro a tarde para visitar pela manhã o pouco que há na cidade.  Como sempre uma bela igreja e um pequeno museu.

                 As cidades são todas muito fáceis de circular, pois são um tabuleiro de xadrez.  Santa Fe não tem nada de especial.  Nos quedamos em um posto de serviço SHELL.

                 Mas é uma cidade cheia de pivetes e nos cruzamentos é preciso ter cuidado.  É comum aqui na Argentina em certas localidades a turminha ficar nos cruzamentos com semáforos para “lavar” os parabrisas – sujá-los – e se não der uma moneda leva uma pedrada. 

                 
Aliás, em algumas estradas à noite estão apedrejando ônibus para obriga-los a parar e assaltar.  Noticias de Clarim, o maior jornal argentino.  Como só circulamos de dia não há problema.  Em Santa Fe uns pivetes subiram no pára-choque, mas arranquei e pularam fora.  Agora nos semáforos paro longe do cruzamento e arranco ao abrir.

                  As estradas são boas, mas sem acostamento e pouco apoio.  As obras de duplicação e melhoria de algumas estradas estão todas em ritmo lento.  Os argentinos se queixam muito da administração publica que estaria inoperante. 

                  No trecho que trafegamos até agora, desde o Uruguai, o terreno é todo plano.  Ao sair de Cordoba começaremos a cruzar serras sendo que no caminho para Mendoza iremos pelos Altos Cumbres, um trecho de serra bastante sinuoso e com via estreita mas, dizem, lindíssimo.

                  Cordoba é uma cidade muito simpática, fácil de circular, e com os principais pontos turísticos concentrados nas proximidades da Plaza San Martin onde estão o Cabildo e a Catedral.  Fomos sábado pela manhã pois poderíamos estacionar o motorhome com facilidade bem no centro.
 

                  A cidade é limpa e tem umas vias “peatonais” (de pedestres) com comercio bem diversificado.  Há muito policiamento por toda a cidade.  Nas entradas há sempre barreiras policiais vigiando os carros.  Todos muito educados e não há, como na província de Entre Rios, o achaque aos turistas.
 

                  Ficamos no camping do ACA Automovel Clube Argentino em Carlos Paz, a 36 km de Cordoba mas em ruta de 2 vias excelente.  O camping é muito grande, bem sombreado e com manutenção precária.  Aqui estão vários motorhomes argentinos, a maioria na faixa de 11 a 13 m de comprimento.

                  O acabamento interno é bastante fraco e são muito feios.  O nosso tem feito o maior sucesso e todos querem visitar pois ficam extasiados com o acabamento interno em madeira.  Mas visitei um com 4 slides-off de 14 me e dois eixos traseiros no padrão americano, embora de acabemento inferior.

                  Em frente ao camping está o Lago Roque, muito extenso, com um belo calçadão onde nos fins de tarde de verano, calientes, e principalmente aos domingos fica lotado.  As pessoas colocam cadeiras, estendem cobertas e sentam no chão e ficam comendo churros e tomando chimarrão que aqui chamam “mate”.

                  Circulam de quadriciclos e no lago veleiros e lanchas.  Uma vista realmente linda.  Pero a la noche, de madrugada, é a hora dos pegas de motos e carros.

                  O ar refrigerado de painel deu um problema e levamos a uma oficina recomendada por um amigo que fiz aqui.  Do ponto de vista técnico excelente, mas em matéria de limpeza, “sai de baixo”.  Imunda.  Que diferença em relação à Hot Tape, em Vitoria onde instalei esse equipamento.

                   Conhecemos um casal de argentinos que tem motorhome – Carlos e Ana – simpaticíssimos e que “nos adotaram”.  Indicaram a oficina, nos levaram para circular pela cidade, almoçar em sua casa.

Mañana partiremos para Mendoza.  As vinícolas nos esperam, e de lá à Santiago.

 

Saludos a todos.

 

Luiz e Luiza

 
 
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