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Gaviões do Planalto na Mídia


Entrevista descontraída com integrante do Grupo Gaviões do Planalto de Campismo ao Mix TV Notícias, referente a veículos de recreação, campismo, Grupos e outros assuntos ligados a este segmento. Exibida em 24 de fevereiro de 2011.


1ª parte

 2ª parte


  


                     Grupo viaja pelo Brasil e países vizinhos em casas motorizadas,

 Leilane Menezes

 Jornal Correio Braziliense, publicação: 29/01/2011 


            Imagine sair de viagem e levar a casa na bagagem. Sim, a casa inteira. Cama, fogão, televisão, geladeira, banheiro. Um grupo de 80 famílias de Brasília, chamado Gaviões do Planalto, adotou o hábito de embarcar em motorhomes — as casas motorizadas — e percorrer várias regiões do país e locais próximos, como a Argentina e outros países da América do Sul. Para garantir que essas viagens transcorram de maneira harmoniosa e divertida para todos, os integrantes do grupo, criado há cinco anos, se organizaram em torno de uma única regra: o respeito mútuo.

                         


           Vários carros costumam pegar a estrada juntos. Na próxima semana, alguns vão retornar da mais recente empreitada dos amigos: a ida ao Peru. Os Gaviões do Planalto sempre levam uma bandeira do Brasil para os passeios ao exterior e procuram divulgar as belezas do Centro-Oeste por onde passam. “Queremos levar informação àqueles que se propõem entrar em contato com a natureza do nosso país e com a de países vizinhos”, explicou o coordenador do grupo, Cláudio Vinício Costa Ferreira, 42 anos, funcionário público e morador da Asa Norte.

                                 

           Além disso, eles divulgam por meio da internet encontros, trocando informações sobre as condições das estradas e dos campings. “A gente tenta incluir o roteiro Centro-Oeste, em especial Goiás e o Distrito Federal, divulgando suas belezas desconhecidas, que podem ser apreciadas preferencialmente entre os meses de maio e setembro, justamente quando a chuva e o frio castigam o restante do país”, ressaltou Cláudio.


                               

           A ideia é fazer passeios familiares. Há pessoas de todas as idades entre os participantes. Cláudio, por exemplo, comprou o motorhome para ver a família, composta por mulher e dois filhos, cada vez mais integrada. Eles já conheceram quase todas as regiões do Brasil no carro, que tem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e varanda.




           O veículo tem 30 metros quadrados e é maior do que algumas quitinetes. “Podemos carregar a TV a cabo, a cama do jeito que gostamos, ar-condicionado. Há conforto, mas não temos luxo. O conceito do grupo é que todo mundo seja igual, que no camping todos se sintam à vontade. O campismo quebra barreiras sociais”, resume o coordenador. Um carro como esses custa entre R$ R$ 30 mil e R$ 120 mil.



           


Criação

          O grupo possui 33 veículos, entre motorhomes (casas motorizadas), trailers (rebocados) e campers (que podem ser carregados em cima da carroceria). Um dos campers foi montado pelo próprio dono, o geólogo Wilson Pereira, 65 anos, na garagem de casa. A estrutura é feita de metal por fora e de madeira por dentro. É ideal para ser carregada na traseira de picapes.

           Apesar de parecer pequeno quando visto de longe, um camper conta com todos os dispositivos de uma residência comum. “Construí há 26 anos, sozinho, com materiais que comprei. Disponibilizei o projeto para quem quiser construir um igual, no site www.picapesgm.com.br. É só clicar em dicas e depois no ícone Construa você mesmo”, ensinou.


                                  


          Um dos integrantes mais ativos do Gaviões do Planalto é Neri Bottin, 64 anos, aposentado e morador do Park Way. Ao lado da mulher, Sílvia Lázara, ele vive na estrada. Juntos, eles estiveram, recentemente na Argentina, onde ficaram 90 dias. “Rodamos 14 mil km com o motorhome e 6 mil km de jipe. Nesse tipo de viagem, fica-se em campings. O turista conhece o povo do outro país mais de perto. Vai ao mercado, faz amigos, vive a vida daquele lugar realmente”, relatou. Neri faz propaganda do Centro-Oeste. Já trouxe amigos de várias nacionalidades, como franceses e argentinos, que encontrou em viagens pelo mundo, para conhecer o DF e Goiás.


Luta

          Nem tudo é perfeito. Segundo os campistas, Brasília não oferece um espaço adequado para a prática dessa atividade. “Quando vamos a outros países, temos áreas de camping onde ficar. Aqui em Brasília, ofereço o quintal da minha casa, porque desativaram o camping”, atenta Neri. O grupo se organiza atualmente para cobrar do governo local a reativação do espaço que funcionava próximo ao Autódromo de Brasília, na Asa Norte, ou a construção de um novo camping.


                   

          A existência de um local apropriado para receber viajantes desse estilo faz parte do projeto de Lucio Costa. Construído em 1980, o camping de Brasília era tido como o maior do Brasil, com área de 177 hectares. Oferecia estrutura com banheiros, lavanderia e galpão, além das barracas e trailers. Desativado há quatro anos, não há previsão de que volte a funcionar. “O camping de Brasília sofre uma grande ameaça de desaparecer, pois teve grande parte da destinação de sua área alterada, em virtude da especulação imobiliária e da construção do novo Setor Noroeste”, lamentou Cláudio.


                              

          Os Gaviões do Planalto preocupam-se com a chegada de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014, quando muitos turistas serão atraídos à capital “Não há vagas de hotel suficientes para todos. Além disso, há quem prefira o camping por estilo ou por economia. Brasília não pode ficar de fora dessa atividade, que movimenta tanto o turismo no mundo inteiro”, alerta o coordenador.


Conheça
» Para fazer parte do grupo ou obter mais informações, acesse: www.gavioesdoplanalto.com.br. Para contato, clique no ícone "Fale conosco".


                                               
A vida em um motor-home. Programa Balanço Geral exibido em 15 de maio de 2008, mostra as diferenças de tamanho e estilo de vida de caravanistas que praticam o campismo, em motor-homes.


                                                       
Clique na imagem e confira esta matéria




"Deixa a Vida Me Levar"

 

A matéria seguinte foi publicada no Correio Brasiliense 

 

Artigo: Correio Brasiliense


Eles passam meses cruzando o país, sem sair de casa, viajando pela natureza em seus motorhomes


Leandro Bisa
Da equipe do Correio

Gustavo Moreno/Especial para o CB/Reprodução

Trailer do economista Antônio Luiz de Andrade Cruz, em uma de suas viagens com a família pelo litoral nordestino


Kleber Lima/CB

´´Cresci pensando em ter uma motorcasa. Agora posso ir aonde o sol está.Mas para pegar a estrada é preciso, antes de mais nada, espírito aventureiro e gostar de natureza´´
Darcy de Bem Filho, 47 anos


Kleber Lima/CB

´´Sou um veterano das estradas. Já passei um mês entre o Rio e São Paulo. Agora quero ficar dois meses no Nordeste, não importa a cidade. o que interessa é a viagem´´
Luiz Tostes, 70 anos


Gustavo Moreno/Especial para o CB

´´Seja para passar poucos dias no interior, próximo à natureza, ou ficar meses em determinada região e conhecer várias cidades, não há por que se preocupar, afinal, você está em casa´´
Antônio Luiz de Andrade Cruz, 50 anos.

 

 

Para algumas pessoas não há nada melhor que passar férias, fins-de-semana e feriadões em casa, mesmo que estejam viajando. Afinal, elas podem levá-la para qualquer lugar. São os donos de motorcasas e trailers, ou motorhomes, uma nova mania. Qualquer pausa no trabalho é razão para juntar a família e pegar a estrada rumo ao interior ou ao litoral. A prática, dizem os adeptos, além de um estilo de vida, é uma forma econômica de viajar. “Seja para passar poucos dias em campings, em cidades do interior, próximo a natureza, ou ficar meses em determinada região e conhecer várias cidades. Não há por que se preocupar com nada se você, afinal, está em casa”, lembrou o economista Antônio Luiz de Andrade Cruz, 50 anos.

Cruz disse que se apaixonou pela estrada há 12 anos quando estava em uma pousada em Porto Seguro (BA). “Todo ano viajava com a família e ficava em pousadas ou hotéis. Recebi um convite para conhecer um camping. Quando vi aquilo, fiquei doido. Queria sair da pousada e ir para lá na mesma hora”, disse o economista. Ele afirmou que, ao voltar para Brasília, tentou alugar o trailer de um colega de trabalho. “Ele não quis, mas insisti tanto que, tempos depois, ele me vendeu o trailer.”

O servidor público, a mulher e os dois filhos já conheceram todas as capitais das regiões Nordeste e Sul, cidades históricas e reservas ambientais de Goiás, além de dezenas de praias, segundo ele, paradisíacas. Cruz chegou a morar um ano no trailer na época em que construía sua casa, no condomínio Ville de Montagne, no Lago Sul. “Gastava muito com a obra e combustível, pois tinha que visitar o canteiro diariamente. Então aluguei minha casa no Guará e, com a economia da gasolina e o aluguel, construí a casa que sempre sonhei.”

O economista vendeu o trailer em novembro do ano passado e comprou uma motorcasa. O veículo tem lugar para seis pessoas dormirem, geladeira, banheiro com vazo sanitário e chuveiro, fogão, geladeira, gavetas para guardar malas, panelas e talheres. Tem até uma espaçosa garagem onde Cruz leva uma moto. “Meu orçamento não muda com as viagens. Ficar nos melhores campings custa, no máximo, R$ 20 por dia. Meu próximo projeto é ir para a Europa, alugar uma motorcasa e conhecer vários países”, planeja o economista, que fraturou a perna direita na última viagem que fez, em 7 de setembro. A lua estava cheia, ele resolveu caminhar por uma trilha e acabou tropeçando.
On the road
Luiz Edgar Tostes, 70 anos, além da Europa, já percorreu os Estados Unidos em uma motorcasa. No Brasil, já conhece todas as regiões. “Comprei meu primeiro trailer em 1972”, conta o aposentado, hoje presidente da Associação Brasileira de Campismo (Abracamp). Tostes afirmou que existem cerca de 40 motorcasas no Distrito Federal. Para ele, a indústria brasileira de trailers de turismo começou a quebrar há oito anos. Por isso, quem tem o veículo, geralmente, tenta substituí-lo por motorcasas.

O presidente da Abracamp explicou o Código Brasileiro de Trânsito de 1998 determinou que apenas pessoas com carteiras de habilitação categoria E, a mesma exigida para dirigir carretas, podem rebocar trailers. E, para guiar as motorcasas, só com carteira categoria D. “Isso é só no Brasil. Na Europa, nos Estados Unidos, Argentina, Chile, Austrália e na maioria dos países não precisa ter carteira especial. Nesses lugares, esse tipo de turismo é muito bem evoluído”, reclamou. Um projeto de lei que autoriza motoristas com habilitação B a dirigir e rebocar esses veículos tramita no Congresso desde 2002, segundo Tostes, a passos de tartaruga.

Tostes comentou que o preço de uma motorcasa varia entre R$ 40 mil e R$ 200 mil. O custo mensal é o mesmo que o de vans, pequenos caminhões e ônibus. “É a mesma coisa. A motorcasa é um veículo adaptado. Para comprar um zero quilômetro é preciso entrar em contato com os fabricantes e pedir a adaptação”, explicou Tostes, que já possuiu três trailers e dois motorcasas. Um trailer em bom estado custa entre R$ 10 mil e R$ 25 mil. “Comecei isso em 1972.

Tinha cinco filhos e as viagens acabavam saindo caras. Então comprei o trailer”, lembrou o veterano das estradas. Após passar um mês entre Rio de Janeiro e São Paulo, ele votou a Brasília na última quinta-feira. Em dezembro, parte para o Nordeste, onde pretende ficar por, no mínimo, dois meses.

Como ainda não se aposentou, o empresário Darcy de Bem Filho, 47 anos, não pode passar meses na estrada. Mas isso não o impede de viajar sempre. Aos finais de semana, parte para cidades próximas de Brasília. São viagens curtas, de 200 a 400km. Darcy passou três anos adaptando um ônibus para fazer sua primeira viagem. Não parou mais. O filho mais novo dele, por pouco, não nasceu no veículo, em fevereiro de 2002. “Eu cheguei em Brasília, saí da motorcasa e levei a mulher para o hospital. O menino nasceu no dia seguinte”, lembrou com alegria.

Darcy explicou que a vontade de ter uma casa móvel não nasce do nada. “Eu era acostumado a acampar com meu pai. Cresci pensando que um dia teria uma motorcasa. Achava bem mais prático que a barraca. Segundo o empresário, para pegar a estrada é preciso, antes de mais nada, espirito aventureiro, gostar de natureza e interação com outras pessoas. Sem esses pré-requisitos, não há conforto que garanta a viagem. “O melhor é a informalidade. Podemos chegar e sair de um local na hora que bem entendermos. Se estivermos em um hotel, não é bem assim. Com a motorcasa, posso ir onde o sol está”, destacou
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                         Campismo, passaporte para sair do estresse!

 

Cachoeira Santa Bárbara, em Cavalcante, a 280km de Brasília

Cansado da rotina, do estresse urbano? Venha surfar na onda do campismo, passando um final de semana em região de cachoeiras, perto do Distrito Federal. Quem não quiser acampar em barraca, um motorhome - casa sobre rodas - é uma ótima opção, pois leva um pouco do conforto de seu lar para o acampamento. Adote este estilo de vida e fuja do estresse.

 
 

 

 

 

O campismo como estilo de vida

Nilva Rios(*)

Você já pensou em acampar? Hoje, o campismo está relegado a segundo plano, seja como alternativa de acomodação ao turista, seja como um estilo de vida. No Brasil, poucos são os adeptos desse tipo de turismo, talvez por falta de infraestrutura adequada e uma boa campanha de incentivo. Mas você já imaginou que ele pode ser um aliado em potencial para combater o estresse do dia a dia?

O Distrito Federal é rodeado de belezas naturais. Um final de semana em região de cachoeiras, por exemplo, pode representar algumas horas de muita tranqüilidade e relaxamento que poderão influenciar e resultar em um sono tranqüilo.

Mas como você pode usufruir desses benefícios? Primeiro, tem que gostar de estar próximo à natureza. Segundo, ter disponibilidade de deixar o conforto de sua casa e se embrenhar pela mata, pelos campos, utilizando veículos com tração 4x4 (off road), nem sempre imprescindíveis, uma barraca e, de preferência, esteja sempre acompanhado de amigos, de familiares. Serão eles que, certamente, farão a diferença em seu acampamento. Além dos possíveis imprevistos que poderão acontecer, eles serão a companhia para um bom bate-papo, um jogo de cartas, uma caminhada, o que certamente contribuirá para o reforço dos laços de amizade e familiares.

Outros preferem levar o conforto de sua casa para o acampamento. São aqueles campistas que levam suas casas sobre rodas pelo país ou mundo afora. Trailers e motorhomes são equipamentos específicos para viagens. Em geral, são dotados de quarto, cozinha e banheiros, para uma pessoa ou até mais de oito. Essa escolha depende do gosto, da necessidade de cada um. Em geral, esses campistas são famílias que saem de férias ou aposentados que resolveram viajar descompromissados com a reserva de hotéis, restaurantes, etc. O que têm em comum? Todos adoram a natureza, privilegiam a amizade e a solidariedade em seu dia a dia.

(*) Nilva Rios é jornalista, campista há mais de 20 anos e integrante do Grupo Gaviões do Planalto de Campismo, de Brasília.

Artigo publicado no site da CODEPLAN - Companhia de Planejamento do Distrito Federal, em 17 de abril de 2009.
 

 
 

 
 
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